(Representatividade) Mulheres em Arrow: you tried

3 thoughts on “(Representatividade) Mulheres em Arrow: you tried”

  1. “Toda força de mulher na série vem de homem. Toda mulher vira vítima e/ou é protegida por um homem em algum ponto. Ou é namorada”.

    Discordo. Sara e Laurel recebem de fato, bastante apoio do pai, mas não no sentido de que suas personalidades são uma sobra da força de Lance; Sara tem um crescimento, a meu ver, espetacular: da menina que começa a história em um lugar péssimo (‘a que rouba o namorado da irmã”) e que poderia ser esculachada, que chega ao cargueiro querendo cobrir-se com o robe para se tornar uma mulher com uma mistura intensa de luz e trevas, aprendendo a assumir os erros, mas apenas aqueles que, de fato são seus e não a carga do mundo. Laurel teve um crescimento menor, mas, ainda assim mostra força enquanto excelente advogada, fiel à seu valores e ainda traz a temática do alcoolismo pra ser tratada de forma interessante. Acho bacana exatamente como Oliver, enquanto herói, diversas vezes questiona essas mulheres e impede que elas caiam no papel de vítima das circunstâncias. Ele sai de um luga r de macho alfa que quer defender as mulheres sempre, e desenvolve a capacidade de vê-las, cada vez mais, como parceiras. Aí chegamos em Felicity, a melhor personagem feminina, na minha opinião, aquela que nunca, jamais, em tempo algum, foi a donzela esperando ser salva. Aquele que cuida da segurança do grupo, em diversos níveis e encara o herói de frente, colocando de modo bem franco sua opinião e exigindo o debate. A cena citada em que Oliver fala pq dormiu com Isabel, penso de modo diferente: é uma frase infeliz? Sim, mas que, dentro da trajetória e delineamento do personagem faz todo o sentido, tanto enquanto resquício e crítica ao playboy de outrora quanto em relação aos sentimentos por Felicity que ainda estavam bastante nebulosos ali. Enfim, me alonguei horrores, mas eu ADORO falar sobre Arrow e achei esse tema muito, muito, muito bom! Um bj e até mais.

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    1. sobre a parte da força, eu me expressei mal. 😦 Isso é parte de algo que eu percebi há um tempo, que muitas personagens mulheres que são “diferentes” e “fortes” foram treinadas por um homem. Então a força física/capacidade de reagir dela foi aprendida através de um homem. E isso não teria problema nenhum, se praticamente toda história não mostrasse exatamente isso. ESSA É A GAROTA DIFERENTE QUE DESAFIA ESTEREÓTIPOS E NÃO É A MENINA INDEFESA e… ela aprendeu isso com um homem. E a Laurel tem muito isso de “meu pai, símbolo, me ensinou a me proteger”, já a Sara foi ensinada por um clã de assassinos liderado por um homem, a Shado(?) pelo próprio pai.

      Em termos de personagem/personalidade, elas são pessoas independentes mesmo e passam por desenvolvimento próprio. Tirando aquele drama em cima do Tommy que não me convenceu, o desenvolvimento da Laurel nessa S2 tá maravilhoso.

      Sobre a Felicity, também acho personagem preferida e ela sempre reage. Porém. É o que eu digo aqui: aparece ela falando “A VIDA É MINHA, NÃO SOU SECRETÁRIA”, mas começa a ação e as coisas mudam. Ela nunca se colocou no papel de vítima indefesa, mas já foi retratada e esteve em posição de vítima indefesa inúmeras vezes. Quase sempre, pra falar a verdade. E com direito a ser carregada no colo no melhor estilo “meu herói”. Então eles têm essas personagens que dizem e se recusam a ser vítima, mas a ação começa *é sequestrada* *precisa ser salva* *Tá em apuros* *não pode lutar* *é motivação pra manpain* *vira objeto dramático para o herói salvador*

      Sobre a frase da Isabel: faz sentido pra o personagem. Assim como em Game of Thrones faz sentido o Ramsay estuprar mulheres ou o Joffrey torturar mulheres, mas isso não desvalida que eles reproduzem com a Felicity esse tipo de pensamento.

      Eu tava no episódio 5 ou 6 da s2 quando escrevi isso, agora to no 13. Algumas coisas mudaram nesse tempo. Tipo ser revelado que tem outra assassina que é a namorada da Sara (ainda assim, a força dela vem do pai… e ela ainda cai na síndrome viúva negra… e nem vou falar de representatividade LGBT+), mas é legal mostrar que há diversas mulheres lutando poderosas.

      “Escrevam programas de televisão onde a força das mulheres não sejam descrita como excepcional, mas como normal.” Chimamanda Adichie. Essa é a síndrome da víuva negra e um pouco o que essas personagens caem. uma é A FILHA. a outra é A ADORADA, mas a situação da sara fica melhor mesmo.

      E ainda tem aquela cena ótima dela fazendo aquele exercício de pular de barra em barra igual ao Oliver.

      É o que eu disse no texto também, eles querem e estão se esforçando pra mudar, mas ainda estão muito presos a uma mentalidade (e acho que eles não escrevem tãão bem assim ;x tipo isso da Sara se suicidando e “não aguento mais mortes” wtf. o início da série ela tava matando gente de boa e essa era a diferença em relação ao arrow. se eles querem que eu acredite na transformação do personagem, tem que me mostrar em vez de apenas dizer que é X e querer que eu acredite.) (e eles sabem mostrar, mas eles ficam nesse vai e vem)

      Continue se alongando horrores. Obrigada por vir dividir aqui a sua opinião. Minha análise de Arrow não foi mesmo a mais detalhada e atenta, e eu ainda nem terminei a s2, então fico feliz de ter alguém me ajudando a ver partes que eu não vi. 🙂

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